And i don't even need your love... (sqn
"... infelizmente você vai embora, vai doer em mim, eu queimarei todos os textos e chorarei a noite inteira, os dias serão menos felizes, a música trará saudade e esse texto não terá um final feliz, por que finais felizes não existem em histórias reais."
Chorei.
Chorei porque aparentemente não havia uma solução. Chorei porque eu era a única pessoa que poderia fazer alguma coisa, mas, não pude. Chorei porque eu estava com tanta saudade que não sabia onde eu estava. Chorei porque nenhum porre desse mundo poderia me impedir de chorar. Chorei por todas as coisas que tive de abrir mão, por todas as pessoas que abriram mão de mim. Chorei porque era tudo que eu poderia fazer, chorar como uma criança desesperada. Chorei pelo cansaço, pelas dores nas costas, pela falta de alimento no estômago, chorei porque acreditava em tudo, e hoje já não havia mais nada para acreditar. Chorei porque eu estava em todos os lugares, mas, nenhum deles era o meu lar.
— Orquestrando
Ela chora, aperta a minha mão. Me conta os problemas dela, olha meu olho e me chama de solução, eu seguro meu choro de emoção, prendo as lágrimas porque hoje pra te ver sorrir preciso bancar o durão. Ela deita no meu peito, peço aos anjos que nos deixem a sós, pois o trabalho deles ja foi feito. Agora eu, ela, ela, eu que tenho dó mas nem ligo, de cada pessoa que te perdeu. Deixo a janela aberta pra te ver melhor, busco a palavra certa pra te ver melhor, tu sabe que a minha meta é só te ver melhor, te fazer melhor, porque você me fez melhor.
— Projota.
Ela não é nenhuma princesa dessas histórias bonitinhas de amor ou uma daquelas meninas que vivem chorando pelos cantos e que se cortam fazendo drama. Ela é ela, simples assim. Com aquele jeitinho meigo, bobo, desengonçado e engraçado. Ela não se importa com o que pensam sobre a roupa que ela está usando, ou para a marca do tênis. Tão pouco se importa quando falam mal dela ou deixam de falar. Enquanto suas amigas saem ela fica em casa fazendo suas tarefas, no tempo livre ela escreve em um blog que tem o título de: Para ele. Ele não é nenhum ator desses que fazem milhões de menininhas babarem em frente a televisão ou um desses garotos bonitinhos que cantam. Ele é ele, simples assim. Com um jeito descuidado, relaxado e até idiota. Não quer ser o mais engraçado da turma, mas também não é o mais quieto. Não se preocupa em ter as melhores notas mas também não é o pior aluno. Com certeza não faz o tipo atlético, não se encaixa no grupo dos nerds e também não se dá bem com os bagunceiros. Ele prefere passar o tempo escrevendo num velho caderno que tem em sua bolsa, um dia meio sem querer eu reparei na capa e estava escrito: para ela.
— Eles se completam.
Mesmo que você não caia na minha cantada. Mesmo que você conheça outro cara. Na fila de um banco. Um tal de Fernando. Um lance, assim, sem graça. Mesmo que vocês fiquem sem se gostar. Mesmo que vocês casem sem se amar. E depois de seis meses. Um olhe pro outro, e aí, pois é, sei lá. Mesmo que você suporte este casamento. Por causa dos filhos, por muito tempo. Dez, vinte, trinta anos. Até se assustar com os seus cabelos brancos. Um dia vai sentar numa cadeira de balanço. Vai lembrar do tempo em que tinha vinte anos. Vai lembrar de mim e se perguntar. Por onde esse cara deve estar? E eu vou estar te esperando. Nem que já esteja velhinha gagá. Com noventa, viúva, sozinha. Não vou me importar. Vou ligar, te chamar pra sair. Namorar no sofá. Nem que seja além dessa vida. Eu vou estar. Te esperando.
— Luan Santana.
Ela faz meus pensamentos indecentes, minhas ações inconsequentes, é razão suficiente, compreensível não compreender. Vem das nascentes, do veneno das serpentes, nunca foi conveniente, mas quem disse que tinha que ser? O clima oculto, um segredo mútuo, horas voando igual segundos. Cada acorde desse verso me lembrou de tudo, mesmo eu sendo vagabundo, ela sabe que no fundo, minha canção é tentativa de dizer… Que eu lembrei de você. Da mudança que te trouxe pra habitar meu coração. Ao frio do meu ser, que ela seja a fonte incandescente a me aquecer.
— Sergio Dall’orto.
Acho tão fofo abraços sem motivos.
Preciso admitir, sou muito irônica, e grossa as vezes, um pouco meiga de vez em quando. Gosto do meu lado apaixonada, mas quase nunca aparece. E meu lado safado chega a me assustar. Protetora e ciumenta ao extremo. Tenho um gênio difícil e um temperamento forte. As vezes sou barraqueira, outras, calma até demais. Dura como uma pedra e frágil como um vidro. Mais conhecida como a rainha do drama, essa sou eu. E sabe o que mais me assusta? Ainda tem gente que gosta.
— Tati Bernardi.
Desde a época da escola, nunca fui boa em marcar a opção certa, mesmo que eu tivesse quatro alternativas. E hoje, isso se aplica a minha vida, posso ter uma variedade de opções, mas eu sempre vou escolher a errada.
— Carol Alves
E daí se ele não lutou por você? E daí se ele não te pediu pra ficar? E daí que ele te deixou partir, ir embora? E daí? O único que perdeu, foi ele e não você.
— Lia Fontenele.
Às vezes a gente tem que ter coragem quando chega o momento, isso é certo. Sair de um grande amor não é legal pra qualquer um que ama e queira estar perto. Eu abri mão de tanta coisa por você, só me querer, não deu. Mas mesmo assim se alguém me perguntar vou dizer que valeu.
Eu não estava preparado quando comecei a gostar de você, eu não tinha nada disso nos meus planos, nunca imaginaria que sentiria ódio por te amar tanto. A verdade é que eu nunca estive preparado pra amar.
— Orquestrado e Promisse.